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Igreja da Matriz é palco para a “Divina Saudade”
 
 

Domingo, 21 horas. Igreja Matriz de Santo Antônio de Pádua. Tiradentes. Todos os assentos ocupados. Mas, desta vez, os fiéis, que lotaram o templo, eram devotos da arte – mais precisamente, das artes cênicas e da música popular brasileira. Isso porque, a atriz Zezé Motta, a grande homenageada do Tiradentes em Cena 2018, estava prestes a apresentar o espetáculo “Divina Saudade”, consagrado show onde Zezé presta uma justa e necessária homenagem à primeira dama da Música Popular – Elizeth Cardoso.

Elizeth Cardoso, aliás, Zezé Motta entrou de pés descalços. Usava um vestido dourado, escolhido a dedo. Não poderia combinar mais com o cenário que acolheu a diva do teatro brasileiro e todos os fãs que apareceram para se deliciar com quase duas horas de show, onde Zezé interpretou as mais belas canções de Elizeth. 

Acompanhada do maestro e tecladista Ricardo Mac Cord, que dá um show à parte, e preenche, com naturalidade e competência, a falta que poderia fazer uma banda completa, Zezé cantou e encantou, algumas vezes, à capela, outras, acompanhada de um coro de cerca de 250 pessoas. 

Ao longo do show, logo nas primeiras músicas, dava para perceber o quanto Zezé ficava mais à vontade, mesmo sendo o centro das atenções na suntuosa Igreja. 

Zezé Motta, sempre muito simpática e bem-humorada, interagiu com o público o tempo inteiro. Inclusive, dando voz para uma senhorinha de cabelos brancos cantar, o que levou a plateia à loucura. Antes de entoar “Flor e Espinho”, do saudoso Nelson Cavaquinho, disse: “Elizeth foi uma mulher que dedicou a vida para interpretar músicas sobre amor e saudade. Imagino o tanto que ela sofreu. Mas, imagino o tanto que ela viveu”. 

Zezé ainda tocou Vinícius e Tom, Baden e Vinícius, e claro, a música mais famosa da Bossa Nova, carro-chefe de Elizeth: o hino “Chega de Saudade”.

É difícil saber qual foi o ponto alto da noite. Mas, sem dúvida alguma, destacamos quando Zezé cantou Villa Lobos, em uma incrível semelhança com Elizeth, quando ela ousou cantar a música clássica do maior compositor brasileiro no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Zezé arrebentou, arrancando lágrimas do público da Matriz. 

“Em forma de oração, por um Brasil menos desigual, mais justo”. Foram essas as palavras de Zezé, antes de cantar, divinamente, a música “Senhora Liberdade”, que foi incluída no show à pedido da produção do evento. A Igreja, com todos de pé, se despediu de Zezé e a Matriz de Santo Antônio se transformou em uma grande roda de samba.

No final, mais que merecidamente, Zezé Motta recebeu, das mãos da idealizadora do Tiradentes em Cena, Aline Garcia, o troféu Relógio do Sol. Zezé partiu, deixando uma “Divina Saudade” em todos nós, mas não sem antes dizer, emocionada, e agradecer: “Muito obrigado. Eu estou muito feliz de estar aqui, 40 anos depois. E eu imaginei que a recepção seria essa”. 

 
 
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