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De Marielle Franco (Presente!) às ausências e devaneios: Tiradentes em Cena mostra a que veio
 
 

Era para ser apenas uma terça-feira em uma “cidadezinha qualquer” de 7.500 habitantes. “Êta, vida besta, meu Deus”. Porém, com a licença poética de Drummond, as apresentações da noite de ontem, do VI Tiradentes em Cena, deixaram a todos comovidos feito o diabo.

Para começar, tivemos o espetáculo “Lutar ou Calar? Eis a Revolução”, da garotada entusiasmada e competente do Teatro da Pedra, que anunciou a mais nova trupe cênica das Vertentes – Os Cirandeiros. Com direção de Diego Matos, 13 alunos do projeto Arte por Toda Parte (a maioria, adolescentes) deram o recado – tiro certeiro no peito daqueles que, praticamente, lotaram o teatro do SesiMinas Tiradentes Yves Alves.

Da invasão, dominação e exploração portuguesa na Terra Brasilis até o assassinato a sangue frio da vereadora e ativista Marielle Franco – um país ainda colônia, que todos querem mudar, mas que poucos dão a cara a tapa. E os que não se calam, pagam um preço caro. Muitas vezes, com a própria vida. “Lutar ou Calar? Eis a Revolução” retrata as formas de opressão que imperam no Brasil desde a investida lusitana – as origens da miséria, raízes deste país, um espetáculo que deixaria orgulhoso até o historiador, o mito Sérgio Buarque de Holanda, como aconteceu, logo após a peça, com o jornalista Fernando Lacerda, profissional que já enfrentou duros golpes em outros carnavais: “Acho que o grande barato é que são jovens encenando a busca pela liberdade. Retratam a história desde o início do Brasil e falam de coisas super atuais, bem agora, quando essa liberdade nos é negada. No final, eles citam várias pessoas que pagaram um preço alto por lutar por liberdade”.

Após a apresentação, a idealizadora do Festival, Aline Garcia, subiu ao palco para tentar agradecer. Mas, a emoção era tanta e tamanha, que suas únicas palavras foram: “Eu estou bem emocionada, porque é por isso que não dá para desistir”. 

 

Na sequência, grande parte do respeitável público fugiu para o circo. Bom, é melhor explicar. É que o segundo espetáculo da noite foi apresentado sob a lúdica e democrática tenda da Escola de Circo Spasso, no Parque das Abelhas, deixando cada vez mais claro um dos objetivos principais do Festival – o de ocupar lugares públicos com artes cênicas. “Ausências”, da Trupe Zarpando, com os fortes, firmes, precisos e desdobráveis Maria Celeste Mendozi e Júlio Nascimento no elenco, foi apresentada pela quarta vez e, como confidenciou Celeste, contou com o maior número de crianças desde a sua montagem, o que culminou em algo belo e inusitado. Enquanto as crianças se divertiam, soltando risadas a cada movimento dos artistas, livremente inspirado no teatro do absurdo e no corpo poético de Jacques Lecocq, papais e mamães, e outros marmanjos da plateia, receberam um soco no peito com a trama, que recorre ao fazer artístico circense para abordar a tragicomédia que é a nossa vida contemporânea, evidenciando, com ironia e surrealismo, as falhas de comunicação vividas por todos nós. “Foi a primeira vez que encenamos esta peça dentro da lona. O Tiradentes em Cena marcou. É a nossa quarta apresentação. E foi o maior público infantil que tivemos. A energia foi super bem dividida. Falamos muito nisso após o espetáculo. Foi surpreendente”, disse Maria Celeste Mendozi, tão emocionada quanto a, também, artista circense Roberta Mesquita, uma das responsáveis pelo espaço que recebeu “Ausências”: “Foi emocionante. Júlio e Celeste são incríveis. Cada espetáculo que vem para a lona é maravilhoso. E eles são de circo. Até agora, foram três espetáculos de artistas de circo durante o Festival, com linguagens completamente diferentes. Isso deixa a gente muito feliz”.

E quem achou que a noite tinha terminado, não contava com a inusitada apresentação In(cômodos), uma criação do Corpo Coletivo, de Juiz de Fora, em que o público se locomove pelos cômodos de uma casa, junto ao elenco da peça, e sofre, de perto, toda sorte de aflições, angústias e desatinos dos personagens, em constante interação com o ambiente (gentilmente cedido por Taciana Guedes e Giuliano Sudarovich) e com a plateia.

O VI Tiradentes em Cena, festival de artes cênicas mais charmoso e libertário das Gerais, vai até o próximo sábado, dia 12 de maio. Confira a nossa programação e fique ligado nas próximas apresentações. Venha para Tiradentes e entre em cena com a gente. 

 

 

 
 
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