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Penúltima noite do Tiradentes em Cena emociona e surpreende
 
 

O Festival mais democrático e libertário de Tiradentes, que levanta alto – com resistência e poesia – a bandeira da Liberdade, não poderia ter acertado mais no tema e na escolha dos espetáculos, condizentes, em sua totalidade, ao mote da mostra. 

As duas peças da noite de ontem derramaram poesia e transbordaram sentimentos na plateia que  se fez presente. 

O teatro do Yves Alves recebeu, mais uma vez, uma peça com direção de Pedro Paulo Cava, sócio-atleta do festival, figura fundamental e insubstituível nas artes cênicas.

“Intimidade Indecente”, com texto de Leilah Assumpção, traz no elenco Andréia Garavello e Geraldo Peninha, que atuaram com exemplar e espontânea interpretação, cheios de leveza, emoção e humor, em um roteiro primoroso, que não apenas nos faz rir, mas acaba por arrancar lágrimas. Talvez, não na mesma intensidade. Mas o que importa é que os dois atores, durante uma hora, prendem a atenção da plateia, que quase não pisca para não perder nenhum detalhe das implicâncias, comuns, não apenas no dia a dia do casal da ficção, mas na vida de qualquer um de nós. 

O falso moralismo, a caretice, a sexualidade, a solidão, a fugacidade da vida, a velhice e a perspectiva, cada vez mais próxima, da morte, são pautas que nutrem o espetáculo, que nada mais é do que uma belíssima história de amor, do jeito que a vida é – cheia de tramas, tretas, imprevisibilidades e beleza.

Aplaudida de pé, com o público com os olhos rasos d’água, “Intimidade Indecente” é uma impecável tragicomédia, atual e comovente. 

Antes da plateia deixar o teatro, o diretor da peça, Pedro Paulo Cava, convidou os responsáveis pelo Festival, Aline Garcia e Fábio Amaral, para subirem ao palco junto a ele. Além de agradecer a oportunidade de estar, mais uma vez, participando do Tiradentes em Cena, Pedro fez, mais que um discurso, um alerta para a plateia, que o ouviu, com carinho e atenção, discorrer sobre os atuais tempos sombrios em que vivemos no país: “Para quem já militou tanto tempo na esquerda, como eu, sabe muito bem de onde vem esse Sérgio Moro. Eles queriam prender só uma pessoa: o Lula. Não vão prender mais ninguém. É um momento muito dramático que estamos vivendo. Estamos perdendo a cidadania. E eu sempre acho que a arte precisa se reinventar, reinventar a vida. Quando começam a perseguir a arte, é um passo para se instalar o fascismo. E nós precisamos reagir. Festivais como esse, que falam de liberdade, liberdade de expressão, são imprescindíveis. Cidadania é isso – esse encontro para discutir, rir, se emocionar. Esse festival que vocês fazem, a duras penas, tem que continuar”. 

Na sequência da noite, o picadeiro da Escola de Circo Spasso foi palco para, talvez, a mais surpreendente das peças apresentadas no Festival. “Ledores no Breu”, da Cia do Tijolo, traz o formidável e prodigioso ator Dinho Lima, que já nos acerta, em cheio, na boca do estômago, logo no começo, cantando, acompanhado do coro da plateia, a música Samba da Utopia, de Jonathan Silva. De cara, percebemos que o espetáculo é pura poesia. Só então, somos convidados a entrar para debaixo da tenda para, deslumbrados, acompanharmos, atentos e reflexivos, cada história contada por Dinho. Poemas de Zé da Luz, histórias de Guimarães Rosa e, principalmente, pensamentos e práticas do revolucionário educador, o visionário Paulo Freire, são declamadas, com desenvoltura máxima e um entusiasmo surpreendente, durante todo o espetáculo, que trata das seríssimas relações entre o homem e a palavra, principalmente, o peso e a falta dela. 

Rogério Sette Câmara, responsável pela Escola de Circo Spasso, que recebeu “Ledores no Breu”, ficou imensamente emocionado e tocado com a peça: “Esse tipo de trabalho emociona qualquer pessoa. Receber a peça no Circo é uma dádiva, sei lá, uma benção pra gente. Reforça as nossas ideias. Dá mais um gás para a gente manter a cabeça erguida nessa loucura toda”. E completa: “Saí da peça refletindo o por quê de a gente ainda estar em um mundo assim, por que é que ainda existe isso em nosso país? É uma tristeza muito grande. Mas, um enorme alívio em ver que o Dinho está com sangue nos olhos para dizer as coisas que estão aí, que são reais e, assim, valorizar o ser humano”.

 
 
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